Transformar uma doença incurável em doença
crônica, ou seja, possível de tratamento por longos
anos, é um desafio para os médicos especializados em
mieloma múltiplo. É o que adiantou a Dra. Donna
Reece, professora e médica diretora do programa para mieloma
múltiplo do Departamento de Oncologia e Hematologia do
Princess Margaret Hospital/University de Toronto, Canadá.
Pela primeira vez no Brasil, a especialista, um dos destaques do
maior congresso de Mieloma do mundo ocorrido no inicio do ano, em
Paris, e falou sobre o assunto neste sábado (12), no
penúltimo dia do Congresso Brasileiro de Hematologia e
Hemoterapia (Hemo 2011), no WTC, em São Paulo.
A especialista explica que um dos responsáveis por esta
transformação é a combinação
entre duas drogas bastante conhecidas do arsenal terapêuticos
dos hematologistas e hemoterapeutas: a lenalidomida e a
dexametasona. A Dra. Donna conta que devido à sua
eficácia anti-mieloma e perfil de toxicidade
favorável, essas duas drogas têm proporcionado vida
prolongada com qualidade de vida aos pacientes. Durante a palestra,
a pesquisadora canadense apresentará os mais recentes
estudos sobre os avanços no tratamento da doença em
vários países.
O Dr. Angelo Maiolino, diretor da Associação
Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) e professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concorda com a
médica canadense. Ele acrescentou que “as
combinações que envolvem, em diferentes
situações, os medicamentos bortezomibe, lenalidomida,
dexametasona e ciclofosfamida demonstraram, em estudos recentes,
resultados mais eficazes com maior taxa de resposta e impacto em
termos de sobrevida e qualidade de vida para os pacientes do que a
monoterapia”.
Fonte: RSPRESS
















