Notícias e Destaques Reportagem do ASCO 2012: Novos Resultados em Terapia Inicial e Recidiva.

O Dr. Brian Durie destaca notícias importantes sobre Mieloma no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clinica (ASCO).

Embora o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) – que terminou na terça-feira passada, em Chicago – não tenha o grande numero de abstratos apresentados no Congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH), houve varias apresentações importantes de interesse da comunidade do Mieloma.
Três apresentações sobre a terapia inicial demonstraram os benefícios notáveis de combinações com  Carfilzomib:
Abstrato 8009 do grupo Frances IFM sumarizou resultados com Carfilzomib com melfalano e prednisone (CMP), que podem ser comparados com os extensos dados anteriores com Velcade (V), MP (VPM). A taxa de resposta objetiva (ORR) (>50% de regressão) com CMP foi de incríveis 92% (versus 71% com VMP),com 42% tendo > uma resposta parcial muito boa  (VGPR) com CMP.
•    Abstrato 8010 do grupo da Mayo Clinic em Scottsdale, Arizona, avaliou um novo regime chamado CYCLONE, incorporando  Carfilzomib, ciclofosfamida, talidomida e dexametasona . Na fase inicial deste estudo todos os pacientes haviam respondido, com 83% atingindo remissão parcial muito boa (VGPR), com uma combinação que pareceu ser razoavelmente bem tolerada.
•    Abstrato 8011, do Dr. Andrzej Jakubowiak da University of Chicago Medical Center, e colegas, forneceu dados de follow-up utilizando sua combinação de terapia inicial com Carfilzomib e lenalidomida  (Revlimid) com dexametasona. Foi dada uma ênfase ao fato de que 42% dos pacientes atingiram remissão completa estrita (Stringent CR). A taxa de sobrevida livre de doença (PFS) foi de 97% em 12 meses e 92% em 24 meses, indicando os benefícios do tratamento contínuo.  Em contraste, a equipe da Mayo Clinic de Rochester, Minnesota (Abstrato 8096), detalhou os resultados em longo prazo com a combinação de duas drogas: lenalidomida (Revlimid) e dexametasona como terapia inicial. Acompanhando 286 pacientes consecutivos, a media de sobrevida foi de 8 anos, refletindo tanto a terapia de indução bem como a terapia de follow-up.
Com certeza levará algum tempo para que se defina qual a combinação ideal para que sejam atingidos resultados excelentes, toxicidade aceitável e melhores resultados a longo prazo.
No que diz respeito à recidiva/doença refratária, muitos agentes únicos e em combinações foram avaliados. Dos agentes únicos, tanto a pomalidomida como o carfilzomib demonstraram a eficácia esperada, com taxa de resposta (ORRs) de 30% ou mais. Espera-se que ambas as drogas sejam aprovadas pelo FDA em breve.  
Dos novos agentes, tanto Elotuzumab e MLN 9708 (um inibidos oral de proteassoma) continuam a demonstrar resultados promissores.
Entre os agentes em estágio inicial de desenvolvimento, os resultados foram desapontadores. Obatolclax (anti-BCL-2; Abstrat0 8013); siltuximab (anti-IL-6; Abstrato 8018); e daratumumab (anti-CD38; Abstrato 8018) demonstraram evidencia de eficácia limitada.  Daratumumab foi o único dos três a produzir respostas como agente único em nível de resposta parcial (PR).
A IMF esta resumindo todos os abstratos importantes e também entrevistou os investigadores líderes. Em breve postaremos mais informações. Como sempre, novos dados avançam e ajudam a identificar as melhores abordagens para diagnóstico e tratamento dos pacientes de Mieloma no mundo todo.
 

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