Notícias e Destaques Afinal, o que é recidiva?

Recidiva na verdade é uma situação como o nome já está falando: é o retorno da doença em atividade para que necessite o paciente tratamento, quando essa recidiva é uma recidiva clínica, e observação quando essa recidiva é biológica.

Ou seja, necessariamente a recidiva ou a volta da doença não significa que o paciente vá tratar, nesse primeiro momento. Pelos critérios da International Myeloma Working Group, a recidiva de doença é o aumento de 25% do componente monoclonal do basal que ele se encontrava, ou o surgimento de algum outro plasmocitoma, ou alguma outra alteração clínica que tem a ver com a doença do mieloma múltiplo.

Por tanto, nós temos a recidiva biológica que é a recidiva do surgimento do componente monoclonal e os pacientes podem não ter nenhuma alteração clínica, e que, portanto, fiquem em observação. Até que, caso tenha alguma alteração clínica, necessite de tratamento.

E temos também a recidiva imediata, que precisa de tratamento.

O detalhe interessante, é que para o ponto de vista dos estudos clínicos, essa uniformização dos conceitos de recidiva são importantes porque os indivíduos na verdade quando aumenta o componente monoclonal em determinado valor, não significa que ele tenha que tratar. Mas se o basal do indivíduo é 0,5 g por decilitro na eletroforese e esse componente dobra em dois meses, então significa que ele tem a propensão ou a liberação do médico para tratamento imediato porque há uma progressão rápida, biológica a despeito de não haver nenhuma alteração clínica. Então em resumo, a recidiva é a volta da doença, necessariamente a recidiva não significa tratamento imediato dos pacientes, e na verdade, há essa distinção de recidiva biológica e recidiva clínica, sendo que a clínica o paciente vai tratar e a biológica não, ele vai ficar em observação.