Estadiamento do Mieloma

Estadiamento do mieloma 

Quando o mieloma é diagnosticado, a quantidade de mieloma no corpo varia em cada paciente. Isto é chamado de estágio do mieloma. O sistema de estadiamento clínico mais comumente usado, o Sistema de Estadiamento Durie/Salmon, demonstra a correlação entre a quantidade de mieloma e o dano causado, como doença óssea ou anemia (ver Tabela 4). A “massa celular de mieloma mensurada” para este sistema de estadiamento foi calculada a partir de estudos em que a quantidade de proteína do mieloma (pico da proteína M) por célula do mieloma foi mensurada; isto é chamado de “taxa sintética do componente M”. Também foram conduzidos estudos do metabolismo corporal da proteína M, o que permitiu o cálculo retrospectivo para determinar o número exato de células do mieloma no corpo. Isto levou ao entendimento de que, para alguns pacientes que produzem muita proteína, o número de células do mieloma pode ser muito baixo. Em contrapartida, em pacientes com baixa produção de proteína, o número de células de mieloma pode ser inesperadamente alto. Um sentido desta relação pode ser determinado com- parando a porcentagem de células de mieloma da medula óssea com o nível de proteína do mieloma no sangue e/ou urina. 

O sistema de estadiamento baseado em fator prognóstico mais comumente usado, o Sistema Internacional de Estadiamento (International Staging System -ISS), está apresentado na Tabela 5. ISS é o resultado da colaboração de mais de 20 instituições de pesquisa no mundo todo. O prognóstico para pacientes com mieloma é melhor quando o tratamento é iniciado precocemente e a doença óssea ou outras complicações podem ser evitadas. 

Diversos testes podem ser usados para avaliar o grau de agressividade do mieloma em um deter- minado paciente. Em geral, resultados de teste elevados ou anormais indicam mieloma mais ativo e, possivelmente, menos propensos a ter uma resposta longa com o tratamento (ver Tabela 6). Microglobulina beta 2 sérica (S β2M), albumina sérica (S ALB), proteína C reativa (CRP) e lactato desidrogenase sérica (LDH) são avaliados com os exames de sangue. A citogenética da medula óssea e a Hibridização Fluorescente In Situ (FISH) são avaliadas por estudos especiais realizados na amostra do aspirado da medula óssea. 

Citogenética e FISH 

A citogenética e a Citogenética FISH são a avaliação dos cromossomos de células de mieloma em divi- são após breve cultura em laboratório. A presença de translocações, pedaços faltantes, pedaços adicionais e perda de cromossomos pode ser detectada pelo teste por FISH. 

A presença de cromossomos anormais não é, geral- mente, boa do ponto de vista prognóstico. A emergência de sub-clones resistentes parece ser mais provável, resultante de uma recidiva mais precoce e mais frequente da terapia. No entanto, embora esta seja uma tendência, ela não é um padrão 100%. Por exemplo, pelo menos 30% dos pacientes com qualquer um dos padrões prognósticos chamados negativos ou desfavoráveis, como t[4;14] ou 17p- podem passar bem e ter resultados normais com abordagens atuais padrão para o tratamento, incluindo terapia de indução e transplante autólogo de células-tronco. 

 

Última atualização 02/04/2014