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Regina Farias - reginacmfarias@hotmail.com
Baseada nos textos (Artigo 35 e “Por quê?” de autoria da psicóloga Gláucia Telles em “Espaço de Vida” www.myeloma.org.br ) aqui transcritos, eu gostaria de expressar algo a respeito, não como mero discurso e menos ainda tentando alcançar o jargão da psicologia nem tampouco registrar algo de cunho hermenêutico. Longe de mim a pretensão desse último (principalmente!) Até porque não tenho cacife pra isso e nem tenho mais a idade dos “Eliús” que cruzam nosso caminho. Mas tenho sim, - isso eu não nego!- a empolgação típica do meu temperamento, porém buscando alcançar a moderação que amadurece e nos leva a dosar essa coisa precipitada e visceral, abrindo os olhos para enxergar as mesmas paragens sobre outra ótica. Ouso fazer uma breve colocação, a partir do que minha família e eu temos vivido no processo doloroso dessa doença, embora consciente de que cada um deles tem a sua particular maneira de absorver tal processo, conforme conceitos e valores próprios. Afinal, temos por presente dos céus, o fato de sermos únicos, diferentes e especiais. Cada qual com as suas particularidades. (E claro, sem serem descartadas as similaridades que certamente promovem as afinidades). Pois bem... Nos dois textos, há pelo menos três colocações da autora que me chamaram um pouco mais a atenção e me levaram à reflexão. Em primeiro lugar, a marcante expressão inicial no texto onde ela diz: "brincando, brincando..." Claro que é expressão, mas uma incrível expressão que traduz claramente o que vivenciamos, pois era exatamente assim que acontecia em meio a questionamentos silenciosos que gritavam dentro do peito onde batia com força o coração de cada um, desde que a notícia nos veio como uma bomba! Depois nas fases seguintes, marchando perplexos ao lado do meu irmão para realização de exames, consultas, rádios, químios, internamentos... Exames, marcação de consultas, consultas, exames, internamentos... Esperas... longas esperas! Marcando cada passo no exercício de algo maravilhoso que fluía em cada momento de modo quase imperceptível : a paciência. Na fase mais crucial, que era a da contagem dos leucócitos "novinhos"... Nas noites mal dormidas que antecediam dias claros e exigiam firmeza nos pés... A dor nos acometia de todos os lados. A ele, fisicamente e tudo o mais na sua forma mais dorida, creio eu. Mas em silêncio desconcertante. Em nós, era um “tudo o mais” bem mais brando. Só que... doía demais! Mas brincávamos! E como brincávamos! Orávamos, chorávamos, ficávamos tristes... mas brincávamos. Era um estranho mix de todas as emoções vividas da forma mais intensa e verdadeira como nunca havia sido antes. É como se fosse um vendaval que ao se aproximar, se olha e se visualiza sua dimensão num turbilhão de incredulidade e fascinante e assustadora vulnerabilidade, certo de alcançar seu centro sem tardar, tudo dentro de uma inexplicável seqüência que vai do choro na dificuldade ao gozo do re-equilibrar em pleno redemoinho. E o mais interessante de todas as seqüências inexplicáveis: uma incrível aprendizagem com o próprio paciente! E é inevitável vir à minha mente o que ousavam dizer os “amigos” de Jó acerca das razões de Deus permitir aflições, usando abundantemente o jargão teológico, MAS cruelmente distorcido e incompleto. Então, num impulso sarcástico, eu me pergunto se o discurso mudaria com a famosa pimenta no próprio olho. Aí vem Deus no final de toda falácia, e na Sua misericórdia e soberania, diz: “O meu servo Jó orará por vós; porque dele aceitarei a intercessão, para que eu não vos trate segundo a vossa loucura; porque vós não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. (Jó 42.8b) Inclusive posso enxergar no livro de Jó toda a seqüência que os psicólogos chamam de sucessão de fases. Ele ficou doente “de repente”, passou pelo famigerado “por que” amaldiçoando a própria existência, silenciou diante das falsas acusações de quem assistia confortavelmente de camarote com seus discursos dúbios e totalmente desprovidos de compaixão e esperança. Enfim, mostrou-se tão incapaz de segurar a onda, chegando a pedir que Deus lhe tirasse a vida! Ele teve direito a tudo isso e mais alguma coisa no que diz respeito ao sofrimento em todas as suas variáveis! Ele tinha até uma mulher-mala! Porque – convenhamos!!! – quem tem uma mulher como aquela não precisa de inimigo! A segunda coisa que me chama a atenção é acerca de palavras originalmente saídas da boca de Jesus e que, com o passar do tempo, recebem outras formas literárias ecoando em vozes de poetas inspirados, PORÉM com o mesmo sentido de Novidade em cura e libertação da alma. Na representação metafórica do cálice, o que eu acho interessante é que Ele diz: SE queres! E em seguida, ora: “Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. Pedir para afastar um cálice amargo é normal, é humano e ali estava explícita a perfeita humanidade de Jesus, quando Ele antevia/vivia o início da sua agonia. A lição que eu tiro é a de uma seqüência de total e irrestrita DEPENDÊNCIA e CONFIANÇA, apesar das circunstâncias: - “se queres...” - “faça-se a tua vontade” - conforto na dor. Minha terceira e limitada abordagem é sobre a depressão, e que, segundo a psicologia diz respeito ao ápice da doença, pois conforme tenho lido por aí, trata-se de uma "má vontade psíquica" onde o estado de esgotamento está diretamente relacionado com a afetividade. Mas "cada caso é um caso" é um clichê que cabe perfeitamente aqui e eu não quero entrar no mérito da questão, por ser amplo e específico. O que eu quero ressaltar é justamente o que disse a autora do texto em relação à aceitação, e eu entendo que não é aceitação da doença de forma passiva, mas reagindo em meio à depressão, como fato, como realidade, como fase determinante que impulsiona a cura. O que a minha esperança sempre me diz é que, analogamente, essa depressão é "o deserto", para onde levou aquele vendaval, no qual o caminho é árido e a caminhada é pra dentro de si mesmo, em meio a tempestades de areia que chacoalham e redefinem conceitos e valores, relacionamentos e decepções, medos e inseguranças, conduzindo ao oásis de uma nova existência, onde no avesso do redemoinho adquire-se nova visão. Não aquela visão limitada e retórica dos Eliús de plantão e que se acham embaixadores de Deus, mas uma visão NOVA só alcançada pelo coração de quem foi refinado por Mãos Especiais. Pois só um coração despedaçado conhece uma verdadeira intimidade com o Pai. Aquela intimidade que restaura o coração imprimindo nele o Seu Amor! E promove a paz que excede o entendimento que nos reconcilia com o mundo. E nos acalma o coração. Regina Farias


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