Histórias de Pacientes Acácio Paiva Lima
accio.lima@gmail.com

Meu nome é Acácio Paiva Lima tenho 39 anos, resido em Franco da Rocha, SP. Tudo começou em setembro de 2015, com uma fisgada na coluna torácica, mais preciso na T5. Com o passar dos dias a dor foi aumentando, chegando em um ponto de não conseguir dormir, pois a dor piorava ao deitar. Fui várias vezes na UPA, medicavam remédio para dor e só, em uma das vezes solicitaram RX e o médico informou que estava com começo de pneumonia, daí receitou antibiótico e nada da dor ir embora, foi quando em novembro eu e minha esposa decidimos pagar uma consulta com ortopedista. O mesmo solicitou uma ressonância e receitou uma injeção para dor, dizendo que até o retorno não sentiria mais dor. Após um mês retornamos com o resultado. O médico assustou quando disse que a injeção não impediu a dor, quando viu o exame em seguida fez um encaminhamento para um oncologista, isso nos deixou assustados, queríamos uma segunda opinião. No dia 21/12/2015 consegui um encaminhamento para o Hospital Estadual de Franco da Rocha (HEFR) para o setor de ortopedia. Primeira solicitação dos médicos foi uma tomografia, aproveitei e mostrei a ressonância. Com o resultado informaram que meu problema seria tratado pelo Neuro. Daí já fiquei internado. O neuro informou que necessitaria de fazer uma biópsia transpedicular e necessitava de uma agulha especial, como não tinha disponível eu ficaria internado até lá. Marcaram a biópsia para 05/01/2016. Feito a biopsia deram alta, lembrando que todo esse período sentindo muitas dores. O resultado da biópsia sairia 18/01. Como o resultado solicitava o imuno-histoquímico. Final de Janeiro retornei ao HEFR com muitas dores, daí viram o resultado do imuno e deram um encaminhamento para o Hematologista. Consegui na Santa Casa de São Paulo. O diagnóstico a princípio era um Plasmocitoma, minha esposa que estava sempre do meu lado (Renata), pesquisava muito na internet e vendo o que ocorria comigo logo ficou muito abalada, pois poderia ser mieloma múltiplo. Na Santa Casa de São Paulo solicitaram mais exames, entre eles, a biópsia da medula óssea. Só que ainda sentia muitas dores, receitaram até morfina, mas foi pior, pois a dor não passava e ainda fiquei constipado, daí fiquei desesperado e solicitei que fizessem algo, foi aí que me encaminharam para fazer radioterapia, que iniciou em abril 2016. Foi a minha salvação. Já pensou de setembro de 2015 a abril de 2016 sentindo dores fortes? Realmente fui diagnosticado com mieloma múltiplo em maio de 2016. Iniciei em junho a quimioterapia oral com CTD (ciclofosfamida, talidomida e dexametasona), segundo a médica seria quatro ciclos, portanto terminaria agora no final deste mês, mas na consulta de julho eu seria encaminhado para o setor de transplante. Devido a Santa Casa estar passando por dificuldades financeiras, o setor de transplante foi fechado por período indeterminado, daí aumentou para seis ciclos. Na última consulta informaram que aumentaria o tratamento para nove ciclo, isso porque além do problema da Santa Casa, tinha o problema da falta do melfalano, segundo a médica poderia estar dando encaminhamento para setor de transplante para eu procurar em outros hospitais, mas não resolveria. Fico pensando todo medicamento tem contra indicações, portanto aumentando o tratamento pode desencadear outros problemas de saúde que possa adquirir posteriormente. Espero com fé para que se resolva e que possa cuidar da minha saúde. A minha vida mudou drasticamente, hoje tenho que usar o colete jewett, pois segundo o Neuro, após o tratamento do mieloma vou necessitar de fazer uma artrodese, pois a vértebra T5 está destruída. Não posso dirigir nem fazer qualquer esforço, minha sorte é minha família, principalmente minha esposa Renata que está sempre do meu lado.

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