Histórias de Pacientes Katia Araujo de Azevedo
katiabiosaude@gmail.com

Meu nome é Kátia Azevedo, e fui diagnosticada em abril de 2009 com mieloma múltiplo. Já tenho algumas histórias aqui que eu mesma andei relendo e me reacendeu a vontade de voltar um tempo atrás de minha vida (sobrevida não). Naquele abril procurei após o diagnóstico alguns arquivos que pudessem me falar mais sobre a doença, sobre o tratamento e sobre alguns órgãos que pudesse intervir por pessoas com este tipo de neoplasia .

Era incrível, comecei a me recordar sobre quem chegou ao meu diagnóstico na época: foi um cunhado médico urologista, isso mesmo um urologista, o nome dele é Dr. José Carlos de Almeida (a quem sou eternamente grata). Um profissional como poucos eu já conheci na vida. Logo após o diagnóstico a minha irmã, Célia Azevedo, me ajudou a continuar minha procura por entidades de câncer para saber mais sobre a doença e poder ficar mais tranquila. Numa tarde pela internet ela encontrou a IMF. Logo ela fez contato e no mesmo dia a presidente desta Fundação nos telefonou e com poucas palavras pode nos acalmar e dizer que como eu haviam muitos outros pacientes e que o mieloma apesar de ser uma doença incurável ainda existiam os recursos para se viver por longos anos e me contou a história de vida que ela mesma conta até hoje em todos os seminários anuais.

E é por isso que quero neste momento dar meu testemunho de vida novamente. Que se não fosse a força e a certeza da Christine,  meu amor e fé em Deus e minha família, talvez eu tivesse desistido.

Já se vão 9 anos de vida após aquele dia do diagnóstico. Sem medo de ser feliz eu digo e reafirmo a IMF e sua equipe estão sempre atentas aos últimos acontecimentos, a IMF procura inovar, a IMF trabalha dia e noite para descobrir quais são os melhores caminhos a seguir. Este depoimento é de agradecimento por jamais terem desistido de nós. Quantas entidades, fundações e  ONGS ficam pelo meio do caminho, pois sabemos quantas são as dificuldades.

Eu, como líder do grupo de apoio aos pacientes e familiares de Brasília (Admiradores de Vida)  vejo diariamente alguns acontecimentos. E nem por este motivo devemos fechar os olhos e deixar a vida passar. Vou repetir o que já disse em outros depoimentos que fiz: nada de ficar esperando o dia passar. Viaje, ame, espalhe alegria, cante, faça projetos, curta seus filhos se os tem, namore bastante, gaste seu dinheiro com controle e aproveite o que há de melhor. Ajude o próximo, procure pessoas que estão próximas a você e também estão passando as mesmas necessidades emocionais, sempre podemos fazer nosso algo a mais.

Crie um GRUPO DE APOIO, e por falar em grupo de apoio, eu não poderia deixar de citar nossa GRÃ MESTRE, Kátia Alonso,  com sua sapiência eterna.

Obrigada Equipe IMF, SEMPRE PRESENTE EM NOSSAS VIDAS .

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