Histórias de Pacientes Vladimir
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Oi, meu nome é Vladimir e vou tentar resumir a minha história de luta contra o mieloma. Em 2000, após dois anos tentando descobrir na minha cidade a razão de duas fraturas na costela, dores nas costas e dificuldade para caminhar, fui encaminhado para Porto Alegre, na Santa Casa, para fazer exames. Encontrei lá um médico muito bom, Dr. André Becker, residente na época e que me deu muito apoio, junto com a minha família. Preciso ressaltar aqui que meus pais que sempre me acompanharam, onde eu precisasse consultar ou me tratar e meus irmãos, me deram todo o apoio necessário para que eu pudesse fazer o tratamento numa boa, sou eternamente grato a eles. O diagnóstico depois de três semanas de exames foi: mieloma múltiplo, tuberculose ganglionar e precisaria fazer uma cirurgia na coluna para descomprimir a medula. Dia 26 de dezembro de 2000 fui para a cirurgia, entrei 2001 fazendo quimioterapia, usava colete para sair da cama e ainda tratava a tuberculose, foram 6 meses assim e depois um mês de radioterapia. Assim que terminou me encaminharam para o Hospital de Clínicas, no meio do ano, para me preparar para o transplante de medula autólogo, pois lá faziam pelo SUS. Aí foi que encontrei a doutora Rosane Bittencourt, excelente médica, que me atende até hoje. Em dezembro de 2001 fiz o transplante autólogo e quando estava me preparando para ter alta, a doutora Rosane disse que eu tinha na família uma doadora, minha irmã, e seria bom que eu fizesse o alogênico, aceitei na hora. Entrei 2002 fazendo exames e em dezembro fiz o segundo transplante. Para finalizar, nesses anos todos passei por 3 ou 4 recidivas sendo que a primeira foi em 2004 e na época o medicamento que tinha disponível era a talidomida, hoje existe bem mais, fiz algumas sessões de quimioterapia e radioterapia e em 2013 precisei fazer hemodiálise durante um ano e dois meses. Graças a Deus meus rins voltaram a funcionar. Tenho muitas histórias nesses anos todo de tratamento, sempre enfrentei os obstáculos com humor, mesmo nos momentos mais difíceis não desanimei, pois vejo tantas pessoas me apoiando, meus pais, irmãos, minha namorada e a família dela, todos torcendo por mim. Por quê vou me entregar? Como costumo dizer, não enalteço o mieloma, mas depois que descobri a doença me tornei uma pessoa melhor, percebo que estou mais humano. Tenho muito o que melhorar, mas hoje sei que estou no caminho certo, graças a Deus. Tentei resumir e mesmo assim saiu um livro hahahaha. Gosto de falar sobre meu tratamento. 
A mensagem que deixo é a de não desanimar, tenha em mente que o pior ficou para trás, confie na equipe médica, nos seus familiares e em Deus. 
Muitas vezes, a luta é justamente o que nos fortalece e prepara para os desafios da vida.

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