Histórias de Pacientes Rita Martiniano
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“Eu, aquela que, aos 50 anos, recebeu a notícia que mudaria meus dias vindouros… Sou Rita Martiniano, hoje tenho 64 anos, duas filhas, uma neta e dois filhos do coração.

Aquela notícia que ninguém quer ouvir, o presente de aniversário inesperado, o grande vilão dessa história de lutas infinitas: O CÂNCER, me alcançou juntamente com os anos.

Havia adquirido uma malária e sempre que sentia algo o diagnóstico era o mesmo: “virose”, então comecei a sentir dores no ouvido; através do otorrino que solicitou exames de sangue, fui encaminhada ao hematologista, pois minha proteína estava alterada.

Após ser encaminhada ao hematologista se inicia uma longa trajetória de batalhas infinitas contra o MM, nunca em momento algum pensei em desistir e sim que era mais forte que ele. Passei por altos e baixos, como ainda passo. Em alguns momentos que batia uma fraqueza imensa, sempre ouvia música e seguia orando, com algum tempo de quimio (5 anos) fui encaminhada para minha primeira viagem para transplante. Ao ser examinada pelo especialista, que solicitou vários exames, o mesmo disse que ainda não daria para fazer o transplante me mandando de volta para Manaus.

Voltei às quimios, mas uma ano depois fui encaminhada novamente só que desta vez para SP para nova avaliação pré-transplante, estava uma bola de ginástica de tão gorda por causa da dexametasona, desta vez aprovado o transplante, após 4 anos o teimoso companheiro que insistia em não me deixar VOLTOU. E então, trava-se uma nova batalha, mas mantive a fortaleza de sempre querer viver e enfrentar novas quimios e dores. Após algum tempo, fui encaminhada novamente para novo transplante, tive algumas intercorrências e após três longos anos fazendo exames de seis em seis meses  para acompanhamento, o MM voltou. Segunda recidiva.

Continuo na quimio, mas não vou desistir. Continuo vivendo altos e baixos novamente, faço artesanato, passeio, faço serviço de casa e assim vou enfrentando este MM sempre na esperança de algo chegar para acabar com ele.

Não vou desistir nunca, enquanto Deus me der um sopro de vida, aproveito com garra, fé. Assim, todas as dores e  efeitos da quimio são esquecidos, não dou espaço livre para o mieloma múltiplo, pois não me concentro nele.

A minha mensagem é que nunca desistam, vivam de forma plena e consciente pois Deus está no controle.

Paciente de mieloma múltiplo há 14 anos e se Deus me permitir ainda viverei muito...

 

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