Histórias de Pacientes Hildeberto
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Meu nome é Hildeberto, tenho 53 anos, moro em Linhares - ES. Em setembro de 2018 tive uma dor forte nas costas, suspeitou-se cálculo renal. Em outubro as dores na coluna continuavam, procurei ortopedista, fisioterapia, e em novembro, praticando crossfit, tive uma dor forte que travava a coluna. Foi solicitado ressonância e constatado lesões líticas na coluna lombar, arco costal e no esterno, laudo sugestivo de metástase óssea. Neste momento o chão se abriu... meus planos, minha família. Mas essa reação foi MOMENT NEA, na presença dos médicos, depois que saí do hospital, apesar do laudo, algo muito forte aconteceu dentro de mim, não sei explicar, mas me acalmei. Nos dias seguintes, vários exames de sangue e de imagem, investigando onde estava o câncer primário, me viraram do avesso, e graças a Deus todos os exames com excelentes resultados, mas precisava descobrir o que estava acontecendo. Quando foi então solicitado a eletroforese de proteína, exame tão simples e tão fundamental, veio o resultado, presença de proteína monoclonal. Fui encaminhado para um onco hematologista, Dr. Volmar, que solicitou exames sangue mais específicos e colheu o mielograma e biópsia da medula óssea, não tinha anemia, nenhum comprometimento renal, e o mielograma não conclusivo (apenas 2% plasmócitos), mas era preciso chegar no diagnóstico, uma fase de muita apreensão. Foi decidido uma biópsia do arco costal, e então veio células compatíveis com mieloma múltiplo, enfim o diagnóstico em 17/01/19, mieloma múltiplo (MM), estadiamento I. O que pra muitos pode parecer desesperador, pra mim foi um livramento, sair de uma hipótese de metástase para mieloma, era muito bom. O mais importante é que a partir desse dia, ficou mais fácil escolher os caminhos para cura, sei que é uma doença crônica. Junto com o diagnóstico, veio uma fratura espontânea da clavícula direita, e foi necessário a radioterapia local,10 sessões, antes de iniciar o tratamento. No dia 02 de fevereiro de 2019, iniciei o tratamento quimioterápico do MM, a conduta médica foi protocolo VTD mais bifosfonato, e na sequência o transplante de medula óssea autólogo. Após o primeiro ciclo não havia mais dor, isso foi incrível, e após o terceiro ciclo houve remissão total da doença. Marcamos uma consulta com Dr. Breno Gusmão, na Beneficência Portuguesa SP, para realizar meu transplante de medula óssea. Na consulta Dr. Breno, esclareceu o porquê realizar o TMO, e a partir daí me convenci da importância do transplante para consolidação do tratamento. Chegamos a SP em 24/07/2019, no dia seguinte iniciamos a etapa pré transplante, com a inserção do cateter, e na sequência iniciou a estimulação celular e no dia 30/07 foi realizada a coleta das células para o TMO, procedimento muito fácil. No dia 31 de julho internei, e foi feita a infusão do quimioterápico, momento bem difícil pra mim, se estava sem a doença porque a agressão com um quimioterápico tão forte, mas sabia que fazia parte do tratamento. E chegou o grande dia, 01/08/2019, foi realizado o meu TMO autólogo, o dia Zero. Uma mistura de sentimentos, e agora o que iria acontecer, D+1, D+2... e assim por diante até a pega da medula. Muita expectativa pelos resultados dos exames diários, e dia 11 de agosto de 2019, no D+10 a MEDULA PEGOU. Faltam palavras pra descrever esse dia, a alegria, a certeza de que Deus estava cuidando de todos os detalhes. No dia 12/08/2019, alta hospitalar, e no dia 21/08/2019 retornamos para casa, 26 dias foi o tempo que permanecemos em São Paulo. Durante esta caminhada, foi fundamental seguir uma dieta saudável, disciplina no tratamento, atividade física, tranquilidade espiritual, comecei a praticar yoga. A forma de viver a vida mudou, as prioridades mudaram, e hoje tenho mais qualidade de vida. A fé e o amor foram meus pilares. GRATIDÃO à Deus, à minha esposa parceira de todas as horas, às minhas filhas que compreenderam o momento, aos familiares e amigos que me apoiaram, aos médicos e equipe. Vocês fazem parte dessa jornada complexa, delicada, desafiadora que enfrentamos e vencemos juntos! Hoje estou no D+96, e fiquei apreensivo com esse período de muitos cuidados pós TMO, e não houve nenhuma intercorrência, mas segui todas as recomendações. Aguardando a revisão médica dos 100 dias pós TMO, daqui 05 dias retomamos a SP para revisão e acredito na liberação para retomar minha vida social e profissional.

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