Histórias de Pacientes Francine
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Eu tirei essa foto no primeiro dia de quimioterapia do meu pai, 14.08.19, quando tudo era desconhecido pra nós. Antes do diagnóstico correto foram seis meses de dores, anemia e início da insuficiência renal. Logo na primeira semana o tratamento trouxe resultados e eu nunca imaginei que choraria comemorando momentos simples... Meu pai, que estava literalmente atrofiando em cima de uma cama, conseguiu vagarosamente sentar sozinho no banco de passageiro do carro e além disso, naquele mesmo dia, percebeu estava voltando a sentir o sabor dos alimentos. O grupo de apoio se tornou uma família que auxilia e esclarece muitas dúvidas. Os cabelos não caíram, o tratamento odontológico que era urgente não teve nenhuma complicação, as dores estão no passado, a pneumonia deixou uma cicatriz nos pulmões mas foi embora, a anemia já não faz mais parte do hemograma mensal, os remédios diminuíram, a questão renal estacionou e agora que sabemos exatamente o que combater, a vida passou a seguir o mesmo ritmo e está mais leve. Agora iniciaremos o sétimo ciclo de quimio e com tudo isso estamos aprendendo a celebrar todos os momentos da vida, percebendo que não estamos sozinhos nessa luta diária e que os altos e baixos fazem parte, afinal a cura ainda está a caminho. Lá no dia quatorze de agosto eu chorei porque me disseram que meu pai não era elegível ao TMO e eu acreditava que seria a única chance de cura. Hoje isso já não me assusta mais, eu agradeço a Deus porque meu pai respondeu muito bem ao primeiro protocolo, estou tentando entender como será o próximo com a Talidomida e torço para que novos protocolos e estudos surjam. A palavra remissão entrou no lugar da cura e agora faz parte do meu vocabulário. De filha caçula e passei a ser a cuidadora dos meus pais e hoje minha meta é proporcionar qualidade de vida e felicidade para que eles aproveitem a vida sem medo e sem dores pois isso é possível!

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