Histórias de Pacientes Erika
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“Amigos de luta, pacientes, cuidadores, IMF... eu nao sei me definir, ser resiliente, esperançosa, guerreira ou medrosa, nunca soube! Imagina depois de janeiro de 2017, quando fui diagnosticada quase que "por um acaso" (Deus) com Mieloma, 70% de infiltração de plasmócitos, não conseguia ficar deitada em colchão comum, não dormir direito, não ficava mais que 10 minutos sentada, viajava só no banco de trás com "colchonete espuma da Nasa" Tinha cerca de 8 lesões ósseas em fêmur, quadril e 1 de 6 cm no sacro que doía noite e dia! Nunca tive um caso na minha família de câncer, me falavam que câncer não doía, quando dói é porque "já era". Desta forma, tudo eu pensei e senti; de depressão, a síndrome de pânico! E não eram crises isoladas, foi um estado permanente de pânico que durou quase 3 meses. Depois deste tempo, melhorei com remédio e muita oração. Pensei: “eu posso até continuar com esse câncer, eu posso até morrer, mas esse sentimento de medo, pânico, dor física no peito eu não suporto mais”. Eu dizia: "Senhor me dê paz, só isso". Ele é maravilhoso pq eu tive, mesmo com episódios de tristeza, por meu tratamento não corresponder às expectativas dos médicos e eu ir para o transplante com uma quantidade significativa de doença, eu tive paz. Minha remissão só aconteceu 11 meses depois do TMO, depois de 5 meses usando Revlimid 25 mg e hj, 19 meses depois desta remissão, início um processo de subida do Kappa e uma indicação de novo protocolo por recidiva 🤷🏼‍♀. Cirurgia da vista, tratamento, 14 kg acima do peso por um distúrbio alimentar (seguido de uma total falta de vergonha na cara 🤭) mas estou com a cabeça boa... Só não consigo pensar no meu futuro próximo, nem como as coisas serão, as vezes nem como.me sinto em relação a tudo, mas falo pra vcs uma coisa: VIVAM O HOJE DA MELHOR FORMA QUE PUDEREM!!!!!”

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