Histórias de Pacientes João Caetano Caltabiano Jr.
jocaltabiano@hotmail.com

Tudo começou com uma pneumonia muito forte (eu achava que as dores nas costas eram da musculatura, pois sempre fiz muito exercício). Fui direto para a UTI da Santa Casa de Santo Amaro, depois para o Hospital Emilio Ribas, foi muito complicado. Havia feito meu plano de saúde na UNIMED com o CREA fazia um mês, ainda estava na carência. Meu irmão teve que se virar e arrumou com um amigo a vaga na Santa Casa de Santo Amaro. Depois, através de uma grande amiga, minha mãe conseguiu com o governador a transferência para o Emilio Ribas. Tive muita sorte de ir para o Emilio Ribas, pois, foi graças aos médicos desse hospital que acharam que existia alguma doença mais séria por traz da pneumonia. Fizeram todos os exames possíveis, até que descobriram fissuras na clavícula e na coluna, através de um mielograma foi diagnosticado o Mieloma Múltiplo, (eu em coma induzido não sabia de nada). Sei que dei muito trabalho para os médicos e enfermeiras do Emilio Ribas, muito obrigado a todos. Por indicação dos médicos fui transferido para a Santa Casa aos cuidados da Dra. Vânia Hungria, de novo muita sorte por ter como médica a Dra. Vânia. Já na Santa Casa, fui tratado do resto da pneumonia. Estava muito debilitado, pois perdi +- 20kg em 30 dias de UTI, fiquei 25 dias entubado e algumas complicações ocorreram sendo que a última foi um choque séptico, não morri porque a ação dos médicos e as orações da minha mãe e de muita gente amiga valeram, vai aqui meu Muito Obrigado!!. Teve ainda a colaboração para esta recuperação o amor dos meus irmãos, meus pais, parentes, amigos, médicos e enfermeiros e a assistente social da Santa Casa (Maria do Carmo, hoje minha amiga). Surpreendente o respeito e o amor que estes tem pelo ser humano, dentro da Santa Casa você não é mais um número ou um caso interessante, você é uma pessoa e o mais bacana, todos são tratados da mesma maneira com muito respeito. Bom até então não sabia o que eu tinha, pois além de estar muito debilitado estava ainda muito “doido” pela quantidade de sedativos que tomei na UTI. Minha mãe não queria que me contassem, com medo da minha reação. Já fazia uns 15 dias que eu estava na Santa Casa. Na primeira visita que a Dra. Vânia, a mesma perguntou-me se sabia o nome da minha doença, disse-lhe: não, e ela falou Mieloma Múltiplo e eu?. Foi quando saiu do quarto por alguns instantes e quando retornou me disse: “João o Mieloma é uma doença que não mata, mas tem que ser tratada para sempre, nós estamos aqui para te ajudar. Se você quiser vou mandar algumas coisas para você ler sobre mieloma”. A partir daí minha recuperação foi muito boa, pois passei a brigar pela vida , o que é muito importante para quem tem câncer. Comecei o tratamento para o mieloma no inicio de dezembro de 2004 com quimioterapia com blocos de Dexametasona, uma medicação forte, mas que não provocou reações violentas, sempre passei bem. Lógico que algumas reações desagradáveis ocorrem principalmente nas mucosas. Também engordei bastante, pois tomei muita cortisona, mas acho que o mais importante e você encarar a quimio não como um monstro, mas sim como um soro que irá ajudar muito na sua cura. Já fiz cinco ciclos de quimioterapia, meu último mielograma deu 1% de células cancerosas, já estou pronto para o transplante de Medula. Então lá vou eu para mais esta etapa, graças a Deus! João Caetano Caltabiano Jr. 46 anos

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