Notícias e Destaques DESCOBERTAS ANUNCIADAS DURANTE CONFERENCIA GLOBAL SOBRE O CANCER REQUEREM NOVAS MEDIDAS PARA SE AVALIAR OS TRATAMENTOS

North Hollywood, CA, e Atlanta, GA, 10 de dezembro de 2007 – A International Myeloma Foundation (IMF)  informou hoje que os novos dados apresentados durante Conferência Global sobre o Câncer requerem uma nova abordagem para avaliar os tratamentos de câncer. Descobertas obtidas através de um estudo clinico multicentrico, patrocinado pelo National Cancer Institute e  conduzido pelo Eastern Cooperative Oncology Group -ECOG - demonstraram que diminuindo-se a dose do esteróide dexametasona, quando utilizado com o REVLIMID®, para o tratamento de mieloma recém diagnósticado, não somente reduz os efeitos colaterais como também aumenta a sobrevida a longo prazo.  Os dados foram discutidos e avaliados durante o 49º encontro anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) em Atlanta.

 

De acordo com a Mayo Clinic Cancer Center, instituição líder deste estudo, os dados mostram um “beneficio de sobrevida distinto”  na administração de dexametasona em doses mais baixas combinada com REVLIMID.   O Dr.  S. Vincent Rajkumar, hematologista e investigador líder deste estudo na Mayo Clinic, comenta: “Este é um grande avanço no tratamento do câncer, e dá aos pesquisadores uma nova direção para explorar, ou seja,  mais não é necessariamente melhor quando se trata de combater o câncer”.

 

Os dados mostraram que o REVLIMID, um medicamento oral fabricado pela Celgene, associado a uma baixa dose de dexametasona, aumenta a sobrevida em um ano quando comparado ao tratamento padrão com altas doses de dexametasona, 96% a 88%. Ao longo de dois anos, os benefícios continuam significativos, com uma taxa de sobrevida de 87% para baixas doses de dexametasona comparada a uma taxa de 75% para altas doses de dexametasona. A resposta imediata ao tratamento pode ser menor quando se diminui as doses do esteróide, mas é compensada por um melhor controle da doença a longo prazo. 

  

“Temos um novo paradigma para o tratamento ao diminuirmos a dose do esteróide dexametasona associado ao REVLIMID" afirma o Dr. Brian G. M. Durie, Chairman  e co-fundador do International Myeloma Foundation (IMF). “Quando combinamos REVLIMID com baixas doses de dexametasona,  observamos uma redução dos efeitos colaterais. Assim os pacientes podem usar o medicamento por um periodo maior, com benefícios de sobrevida significativos. Estes são os resultados que os pacientes e os médicos consideram mais importantes, e substituem os modos tradicionais que vinhamos usando para avaliar novas terapias”.

  

Em abril deste ano, o comitê independente que monitora o estudo verificou que os resultados preliminares eram tão significativos que o estudo foi interrompido e todos os pacientes participantes tiveram suas doses de dexametasona reduzidas.

De acordo com o Dr. Durie: “Nós não queremos que os pacientes sejam confundidos pelas estatísticas. Na verdade, o estudo  SWOG concluiu que o uso do REVLIMID com baixas doses de dexametasona está entre as mais ativas combinações contra o mieloma. Estes resultados demonstram que o REVLIMID associado à dexametasona é, definitivamente, melhor do que a dexametasona por si só e é também um excelente tratamento para pacientes recém-diagnosticados.

 

 A International Myeloma Foundation conclui que as descobertas gerais apresentadas nesta conferência sobre mieloma múltiplo são  as mais positivas e encorajadoras de todos os tempos, para todas as categorias de pacientes (recém-diagnosticados, recidivados, pacientes que farão um transplante de medula ossea, etc) e representam grandes avanços no tratamento de neoplasias hematológicas.  

Fonte: www.myeloma.org

atualizada em 17/12/2007