Notícias e Destaques Agente Antiemético, VAD, Bence Jones... Mas o que é isso?

 

 

 

 

 

 

 

Agente Antiemético

Medicamento que previne ou controla náusea e vômitos.

Agente Antifúngico

Medicamento usado no tratamento de infecções fúngicas.

Bence Jones

É o nome utilizado para identificar a proteína encontrada na urina de pacientes com mieloma. As proteínas do mieloma, ou proteínas M, apresentam cadeias leves (kappa ou lambda). A quantidade da proteína de Bence-Jones é expressa em termos de gramas por 24 horas. Geralmente, uma quantidade muito pequena de proteína (menos do que 0,1 g por 24 horas) pode estar presente na urina, mas esta é albumina e não proteína de Bence-Jones. A presença de qualquer proteína de Bence-Jones é anormal.

Creatinina

 É um composto químico pequeno, normalmente excretado pelo rim. Se os rins estiverem danificados, o nível da creatinina aumenta no soro. A análise da creatinina é utilizada para avaliar a função renal.

DCEP

Dexametasona, Ciclofosfamida, Etoposide e Cisplatina.

DCEP-T

Dexametasona, Ciclofosfamida, Etoposide, Cisplatina e Talidomida.

DEXA

Dexametasona - é um corticóide que se administra junto às outras drogas quimioterápicas.

DHL

 Desidrogenase láctica, enzima que pode ser usada para monitorar a atividade do mieloma.

DPACE

Dexametasona, Cisplatina, Adriamicina, Ciclofosfamida e Etoposide.

DT-PACE

Dexametasona, Talidomida, Cisplatina, Adriamicina, Ciclofosfamida e Etoposide.

DVD

Doxil, Vincristina e  Dexametasona.

DVD-T

Doxil, Vincristina, Dexametasona e Talidomida.

Eletroforese

 É um teste laboratorial no qual o soro do paciente é submetido a uma técnica de separação em campo elétrico, separando as distintas frações de proteínas. A mobilidade é determinada pelo tamanho e carga elétrica da proteína envolvida. A técnica permite determinar tanto a quantidade de proteína monoclonal presente, como também identificar sua composição. É utilizada para o diagnóstico e para a monitorização.

Eritrócitos

 Glóbulos vermelhos. Transportam oxigênio para as células do corpo e dióxido de carbono para fora das células.

Estudo Clínico Fase I

 Estudo de Fase I - Estudo com o intuito de determinar a DMT (dose máxima tolerada) de um medicamento novo ou uma nova combinação de medicamentos que ainda não foi testado(a) em humanos. Costuma ser o primeiro teste em humanos realizado com um tratamento novo, apesar de que, em estudos de Fase I de terapias combinadas, cada um dos elementos pode já ter sido testado em detalhes individualmente. Os pacientes em estudos de Fase I devem apresentar câncer em estágio avançado e refratário a qualquer tratamento padrão. Em um estudo de Fase I típico, grupos sucessivos (“coortes”) de 3 a 6 pacientes recebem o tratamento. Todos os pacientes em uma coorte recebem a mesma dose. Normalmente a primeira coorte recebe uma dose muito baixa; a dose é aumentada em cada coorte subseqüente até que um determinado número de pacientes apresente TDL (toxicidade dose-limitante). O nível de dose usado na coorte anterior é, então, considerado a Dose Máxima Tolerada. Essa dose é usada posteriormente em um estudo de Fase II.

Estudo Clinico Fase II

 Estudo de Fase II - Estudo que tem por objetivo determinar a taxa de resposta de uma nova terapia nova que já foi testada em estudos de Fase I. É comum 14 a 50 pacientes com um tipo de câncer serem tratados para se verificar quantos respondem ao tratamento. Normalmente, os pacientes têm necessariamente câncer em estágio avançado e refratário a qualquer tratamento padrão e, além disso, apresentam doença mensurável. Se os resultados de um estudo de avaliado em um estudo de Fase III. Se os resultados forem nitidamente muito melhores que os do tratamento padrão, pode não ser necessário realizar um estudo de Fase III e o tratamento pode se tornar padrão com base nos resultados dos estudos de Fase II.

Estudo Clinico Fase III

 Estudo de Fase III - Estudo que tem por objetivo comparar 2 ou mais tratamentos para um determinado tipo e estadio de câncer. A avaliação final de um estudo de Fase III costuma ser a Sobrevida ou a Sobrevida Livre de Doença. Os estudos de Fase III são geralmente randomizados, ou seja, os pacientes não escolhem o tratamento que irão receber. Um estudo de Fase III típico é conduzido em 50 a milhares de pacientes. Alguns comparam um tratamento novo que já apresentou bons resultados nos estudos de Fase II com um tratamento padrão bem-conhecido e mais antigo. Outros estudos de Fase III comparam tratamentos que já estão sendo comumente utilizados. Alguns tratamentos em estudos de Fase III podem estar disponíveis fora do contexto de um estudo clínico.

GMSI

Gamopatia Monoclonal de Significado Indeterminado - Condição benigna na qual a proteína M está presente, mas não há doença subjacente.

IgD, IgE

 São dois tipos de mieloma, semelhantes ao IgG e ao IgA, que ocorrem com menor freqüência.

IgG, IgA

 São os dois tipos mais comuns de mieloma múltiplo. O “G” e o “A” se referem ao tipo de proteína produzida pelas células do mieloma. A proteína do mieloma, que é uma imunoglobulina. Consiste de duas cadeias pesadas (por exemplo, tipo G) combinado com as duas cadeias leves, que são kappa (k) ou lambda (l). Portanto, os dois subtipos mais comuns de mieloma têm cadeias pesadas idênticas (isto é, IgG kappa e IgG lambda). Se só as cadeias leves kappa e lambda forem produzidas, resulta num mieloma de cadeias leves kappa ou lambda (Bence-Jones). Os termos pesados ou leve referem-se ao tamanho, ou peso molecular da proteína, sendo que as cadeias pesadas são maiores do que as cadeias leves. Como as cadeias leves são menores, elas são mais facilmente filtradas pelo rim, sendo encontradas na urina como proteinúria de Bence-Jones.

Imunofixação

 É um método imunológico utilizado para identificar o tipo de proteína M (IgG,IgA, kappa ou lambda). É uma técnica de coloração muito sensível, que identifica exatamente os tipos de cadeia (pesada ou leve) das proteínas monoclonais.

Imunoglobulina (Ig)

 Proteína produzida pelas células plasmáticas; parte essencial do sistema imunológico do organismo. As imunoglobulinas atacam as substâncias estranhas (antígenos) e ajudam a destruí-las. As classes de imunoglobulinas são IgA, IgG, IgM, IgD e IgE.

Incidência

 Número de casos novos de uma doença diagnosticados a cada ano.

ISS

International Staging System

Lesões líticas:

São áreas danificadas do osso, que aparecem como manchas escuras ao raio-x, quando uma quantidade suficiente do osso que era normal, já estiver corroída. Lesões líticas parecem buracos no osso, evidenciando que o osso está sendo enfraquecido.

Leucócitos

 Células que ajudam o organismo a combater infecções e outras doenças. Também denominados glóbulos brancos. Termo geral para diversas células responsáveis pelo combate a germes invasores, infecção e agentes causadores de alergia. Essas células começam a se desenvolver na medula óssea e são transportadas para outras partes do corpo. Entre os leucócitos específicos estão os neutrófilos, os granulócitos, os linfócitos e os monócitos.

Leucopenia

 Número baixo de leucócitos.

Linfócitos

 Leucócitos que combatem infecções e doenças.

MMI

Mieloma Múltiplo Indolente ou assintomático -  Mieloma que não apresenta sinais ou sintomas da doença.

Monócito

 Tipo de leucócito.

MP

Melfalano e Prednisona

Neutrófilos

 Os neutrófilos são uma classe de células sanguíneas leucocitárias, que fazem parte do sistema imunitário do corpo humano e é um dos 5 principais tipos de leucócitos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos).

Neutropenia

 É uma diminuição dos neutrófilos ou células brancas do sangue. Há vários tipos de células sanguíneas brancas e a neutropenia se refere à redução dos granulócitos ou neutrófilos necessários no combate adequado às infecções bacterianas. A quimioterapia citotóxica tem uma tendência a induzir a netropenia. Em contraste, os linfócitos que são mais importantes nas infecções virais, não são afetados pelo tratamento citotóxico.

NP

Neuropatia Periférica

PCR

Proteína C Reativa

PET

 (Tomografia por emissão de pósitron): Exame diagnóstico que usa uma câmera sofisticada e um computador para gerar imagens do corpo. Mostra a diferença entre os tecidos saudáveis e os que apresentam um funcionamento anormal.

Plaquetas

 É uma das principais três células sanguíneas, sendo as outras células vermelhas e brancas. As plaquetas fazem parte da coagulação do sangue, sendo a maior defesa contra o sangramento.

Prognóstico

 Evolução ou curso previsto de uma doença; chance de recuperação; expectativa de vida.

Proteínas M (pico M)

 Anticorpos ou pedaços de anticorpos encontrados em quantidades anormalmente elevada no sangue ou na urina de pacientes com mieloma múltiplo. Consiste de cadeias leves kappa ou lambda. O pico M refere-se ao padrão pontiagudo que ocorre na eletroforese de proteínas quando uma proteína M está presente. Sinônimo de proteína monoclonal e proteína do mieloma.

Protocolo

 Plano de tratamento detalhado que inclui dose e esquema de todos os medicamentos utilizados.

RC

Remissão Completa - RC é a ausência de proteína do mieloma no soro e/ou na urina em exames laboratoriais; ausência de células do mieloma na medula óssea e/ou em outras áreas comprometidas pelo mieloma; remissão clínica e melhora de outros parâmetros laboratoriais até o normal. RC não é igual a cura. Métodos analíticos sensíveis podem detectar níveis mínimos de mieloma. Há recidiva. O tempo para recidiva é influenciado pelo tipo de tratamento inicial e manutenção utilizada.

Recidiva