Notícias e Destaques Hospitais fecham parceria para pesquisar câncer

 Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, e a Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Câncer, de Barretos, acabam de firmar uma parceria que colocará as pesquisas sobre câncer no País num novo patamar científico.
Pelo acordo, o Hospital Albert Einstein montará no Hospital de Câncer de Barretos um megalaboratório de biologia molecular. Em troca, o banco de tumores do HCâncer - o maior do País, com 15 mil amostras de tecidos e sangue - passará a ser usado por profissionais dos dois hospitais-referência em oncologia do Brasil.

"Com o laboratório de biologia molecular, poderemos extrair material genético dos tumores, como DNA e RNA, e estabelecer linhas de pesquisa e projeto comuns para que tenhamos novas pistas para conhecer prognósticos e novas dicas de tratamento para os tumores que não têm cura", disse Auro Del Giglio, coordenador do programa de oncologia do Albert Einstein. "É a primeira vez que montamos um laboratório de biologia molecular fora do Albert Einstein para ampliar o banco de dados de tumores e compartilhar conhecimento", acrescentou Del Giglio.
Segundo Edmundo Mauad, diretor técnico do Hospital de Câncer de Barretos, o projeto inicial da parceria será realizado em diagnóstico precoce do câncer de mama. Ele informa que o Hospital de Câncer de Barretos, via unidades móveis, já atua há cinco anos no rastreamento mamográfico nas regiões paulistas de Barretos e Jales e em Juazeiro (BA), esta em parceria com a cantora Ivete Sangalo e o governo baiano.
"No total, já foram atendidas 50 mil mulheres entre 40 e 69 anos. Fazemos as mamografias em unidades móveis, as biópsias em casos suspeitos e os tratamentos da doença", diz Mauad. Essa experiência, segundo Mauad, será compartilhada com o Hospital Albert Einstein e utilizada na população de Paraisópolis, segunda maior comunidade carente do Estado, onde o Einstein atua há mais de dez anos com o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP).
Segundo Mauad, a parceria vai gerar melhores resultados, eficiência e racionalização de custos operacionais. "Representará também um ganho social altíssimo no rastreamento, cobertura e no controle do câncer", diz o especialista.
O acordo tem validade de 10 anos e se estende também para a parte de gestão e treinamento, cessão de equipamentos tecnológicos e o uso híbrido de laboratórios do banco de medula óssea. O corpo clínico de médicos será alocado de acordo com as necessidades e desenvolvimento dos estudos.
Quarto serviço do mundo em excelência técnica oncológica, o Hospital de Câncer de Barretos registra 2,5 mil atendimentos por dia, sendo 99% via Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital fechou o ano de 2007 com 450 mil pacientes atendidos, sendo 43 mil na área de prevenção, em 1,1 mil municípios de todos os 27 estados do País.
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 10-10-08